Sun05202012

BOVESPA com 15 de Atraso




Teoria de Dow - (4) Introdução à Análise Gráfica

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A Teoria de Dow é uma das mais antigas teorias sobre análise gráfica e é considerada a base da análise técnica moderna. Charles H. Dow fundou o Wall Street Journal em 1889 e escreveu artigos entre 1900 e 1902. Samuel Nelson foi quem compilou seus artigos e escreveu os livros “ABC of Wall Street”“ABC of Stock Speculation”, considerados as bases da Teoria Dow.

Charles Dow comparava os diferentes tipos de tendência aos movimentos do mar, com suas marés, ondas e cristas. Quando a maré está subindo, cada onda que quebra, quebra um pouco mais alto que a outra e depois recua. Assim, se pusermos um bastão assinalando o ponto máximo atingido pela onda, em pouco tempo saberemos se a maré é montante ou vazante, demorando-se um pouco mais a se perceber a tendência quando da reversão de uma para a outra.

De acordo com Dow, e conforme ilustrado no gráfico abaixo, identificamos a fase 1 como a da acumulação, a fase 2 sendo a alta sensível e a fase 3 como sendo a euforia. Ainda percebemos que existe uma fase 4, de total realização, onde os preços caem sensivelmente - fase caracterizada pelo medo e pânico dos investidores.

Fases - Análise Gráfica - Teoria de Dow

Contudo, a fase 1, pertencente aos insiders (possuidores de informações privilegiadas), é onde todos preferem possuir suas posições iniciais. Através da análise gráfica, os não insiders podem identificar tal momento. Os principais pontos da Teoria de Dow são:

  • Os mercados se movem em tendências. As tendências podem ser de alta ou de baixa. Por sua vez, as tendências podem ser primárias, secundárias e terciárias, segundo sua duração;
  • Os índices (de ações, como o Ibovespa) descontam tudo. Todos os possíveis fatores que afetam a cotação dos preços dos ativos (ações) são descontados por esses índices que consideram todas as notícias, resultados contábeis e financeiros, acidentes e etc;
  • Princípio de confirmação. Para confirmar uma tendência é necessário que os índices coincidam com a tendência.

Tendências
Existem três tipos de tendências, a altista, a baixista e a lateral:

  • Tendência altista (Bullish): Tendência quando, sob maior pressão compradora (maior demanda), os preços dos papéis sofrem alta. O termo bullish vem do “bull” (touro) e origina-se porque um touro ataca com movimentos de baixo para cima, erguendo seu chifre contra o oponente;
  • Tendência baixista (Bearish): Tendência quando, sob maior pressão vendedora (maior oferta), os preços dos papéis sofrem queda. O termo bearish vem de "bear" (urso) e origina-se porque um urso ataca com movimentos de cima para baixo, derrubando seu adversário com a utilização de suas fortes patas dianteiras;
  • Tendência lateral (mercado de lado ou faixas de negociação): Tendência quando, sob pressões semelhantes entre compradores e vendedores, os preços pouco oscilam, seja para cima ou para baixo.

O reconhecimento de uma tendência é simples e se dá através de diferentes ferramentas, que se complementam e convergem para uma mesma interpretação. Neste sentido, cabe destacar:

  1. A principal ferramenta é identificar os topos e fundos e verificar sua evolução;
  2. Em seguida deve-se traçar as linhas de tendência com a reta tocando os topos ou fundos (dependendo da tendência), e após isso verificar sua inclinação; e
  3. A última técnica é utilizar a média móvel (que será explicada posteriormente, em outro artigo).

Veja, no gráfico abaixo, exemplos de tendências:

Tendências - Análise Gráfica - Teoria de Dow

Em nosso próximo artigo seguiremos na introdução dos conceitos fundamentais da Análise Gráfica e apresentaremos as linhas de tendências, conhecidas como LTs (LTA, de alta e LTB, de baixa).


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